terça-feira, 25 de março de 2008

Vinhos a Mesa!!!

Caros Enoamigos,
Existem vários rituais em relação ao vinho, inclusive para servi-los em jantares importantes ou ate mesmo na nossa casa entre amigos. Existem algumas regrinhas que devemos seguir para que a nossa degustação seja plena, prazerosa e adequada.

Seguem abaixo as regras basicas da sequência dos vinhos à mesa:

Nenhum grande vinho licoroso deve ser servido com carne vermelha ou selvagem;

Nenhum grande vinho tinto pode ser servido com peixe, crustáceos e moluscos;

Os vinhos brancos devem ser servidos antes dos tintos;

Os vinhos ligeiros devem ser servidos antes dos robustos;

Os vinhos frescos vão servidos antes daqueles em temperatura ambiente;

Os vinhos devem ser sempre servidos segundo a gradação alcoólica crescente;

Combinar cada prato a um próprio vinho;

Servir os vinhos nas suas melhores estações;

Separar cada vinho com um gole de água;

Em uma refeição jamais servir um único grande vinho;

Com essas regrinhas basicas, podemos degustar os nossos vinhos de maneira adequada. Assim podemos apreciar o melhor de cada vinho servido segundo a sua tipologia e gradacao alcoolica.

Enoabraços a todos,

Simone Ferreira

LCB

segunda-feira, 24 de março de 2008

Como Conservar os Vinhos!!!

Caros Enoamigos,
Continuamos com a nossa: Arte de Degustar!!!
Hoje vamos falar um pouco sobre a conservação dos vinhos, fator este muito importante para termos uma degustação prazerosa e sem surpresas desagradáveis!!!
Seguem algumas dicas importantes onde e como conservar seu vinho em casa:
*Colocar os vinhos em um lugar escuro, sem iluminação direta.

*Os vinhos devem ficar deitados, num ambiente de temperatura fresca.

* Não pode ter muita umidade, para não danificar o rótulo.

*Não colocá-los em lugar quente.

*Não colocar os vinhos em lugar que tenha trepidações, como embaixo da escada ou próximo de caixas de som.

Muitas vezes um bom e velho armário pode servir para a guarda dos vinhos.
Muitos reclamam da qualidade do produto servido(alegam que o vinho está estragado), porém esta causa pode estar ligada à conservação do vinho.

Tanto o vinho branco como o tinto, devem ser guardados na adega para melhor conservação, porém os vinhos brancos, no momento de servir, devem estar gelados. A adega não gela o vinho, ela apenas o mantém conservado.

O cuidado com a conservação dos vinhos vai muito além do serviço, rótulo, produto e da adega, depende também das pessoas.
Então, quando forem guardar seus vinhos tenham muito cuidado e atenção. Eles devem ser tratados com muito carinho e respeito. São matérias vivas e que qualquer descuido pode fazer com que sua vida dentro da garrafa seja comprometida, tornando-se assim um vinho impróprio para consumo e para a apreciação.
Enoabraços e até a próxima,
Simone Ferreira
LCB

domingo, 23 de março de 2008

Os acessórios para o Serviço do Vinho!!!

Caros Enoamigos,
Continuamos a nossa: Arte de Degustar!!!
Hoje vamos falar um pouco sobre os acessórios que usamos para tornar o serviço do vinho mais prático, confortavel e também com o aspecto visual interessante e bonito.
O serviço de uma garrafa de vinho pode requerer também o uso específico de alguns acessórios, seja para a abertura, seja para o serviço. Reportamos a seguir alguns acessórios para vinhos mais comuns.

Saca rolhas com Alavanca
Este tipo de saca rolhas, na sua simplicidade, representa um instrumento de abertura da garrafa muito eficaz. O saca rolhas e composto de um corpo ou alça, que consente a empunhadura , na qual são fixados todas as suas partes movéis que são: a lâmina, o espiral e a alavanca. Cada elemento do saca rolhas assume uma importância fundamental que contribui para a perfeita abertura de uma garrafa.


Termômetro Para Vinho
Vem colocado na taça e consente de revelar em poucos segundos a temperatura do vinho.


Balde Térmico
Consente de manter mais ao longo a temperatura de serviço de um vinho.


“Caraffa” ou Decanter
Consente uma rápida oxigenação do vinho e e útil para separar o vinho dos seus sedimentos. Antes de iniciar a transferência para o decanter será necessário proceder com seu “avvinamento” ou seja uma pequena quantidade de vinho que será depois eliminada. Se tem então o decanter em uma mão e em posição inclinada enquanto com a outra se terá a garrafa e se fará de maneira que o gargalo esteja sobre uma vela assim podemos verificar a limpidez do vinho. Tenha atenção em ter a vela a uma distância suficiente para evitar um danoso aquecimento do gargalo da garrafa. Continua porém a colocar o vinho no decanter, sempre e de maneira lenta, fazendo escorrer ao longo das paredes do gargalo até que se comece a notar acentos de turvidez: este è o momento em que se interrompe o transferimento.

Enoabracos e ate a proxima!!!
Simone Ferreira
LCB

As taças para o serviço do vinho!!!

Caros Enoamigos,

Continuamos com a nossa: Arte de Degustar!!!

A apreciação das características de um vinho pode ser exaltado, ou penalizado, conforme a escolha da taça no qual vem servido. A valorização do vinho se expressa nas formas, nos volumes e nas geometrias perfeitas desses insubstituíveis companheiros de cristal.

Vinhos Brancos Jovens e Frescos

A característica principal desta taça e a forma da sua abertura que tende a alargar-se respeito ao corpo. Quando o vinho vem introduzido na boca, esta particular forma dirige o líquido principalmente na ponta da língua, mais sensível ao sabor doce, e portanto ao lado da língua mais sensível a acidez. Esta taça é adequada para os vinhos jovens e frescos que tem ainda um certo resíduo de açúcar que deve ser valorizado. A forma da taça consente ainda de concentrar o perfume verso ao nariz e favorável a percepção dos aromas delicados e frutados dos vinhos jovens.

Vinho Branco Encorpado e Maduro

O corpo mais largo com abertura maior, consente uma maior percepção dos aromas complexos dos vinhos brancos maduros. Os vinhos brancos maduros e estruturados serão valorizados na boca graças a abertura direta que direciona o vinho na parte lateral e posterior da língua, para depois acrescentar enfim na ponta e avaliar portanto em modo complexivo a sua amabilidade.

Vinhos Rosados Jovens e Frescos

Neste tipo de taça valem as mesmas considerações feitas para a taça dos vinhos brancos jovens; a abertura alargada consente de direcionar o vinho na ponta da língua, mais sensível ao sabor doce, de modo a deixar o vinho mais equilibrado. Outra característica desta taça e o corpo largo que consente uma adequada oxigenação do vinho e portanto um correto desenvolvimento dos aromas.

Vinhos Rosados Encorpados e Maduros

Para esta taça valem as mesmas considerações feitas para os vinhos brancos encorpados e maduros. A forma mais larga do corpo favorece uma adequada oxigenação do vinho e do desenvolvimento dos aromas.

Vinhos Tintos Jovens

Esta taça e essencialmente igual aquela utilizada para os vinhos brancos encorpados e maduros, de fato se pode utilizar tranquilamente a mesma taça. Este tipo de vinho, com taninos, quando presentes, mais agressivos, deve estimular principalmente a parte interna da boca e evitar, pelo menos na fase inicial de introdução na cavidade oral, o contato com a gengiva que causa a adstringência onde daria logo uma sensação tatile pouco agradável. O corpo da taça deverá ser ainda largo em modo de consentir uma adequada oxigenação e desenvolvimento dos aromas.

Vinhos Tintos Encorpados e Maduros

As considerações feitas para a taça precedente são válidas também para esta. As diferenças estão na altura e largura da taça, neste caso maior, com a abertura mais estreita que favorece a concentração dos aromas complexos, fruto da maduração do vinho seja na garrafa, seja no tonel, exaltando a percepção ao nariz.

Vinho Tinto e Muito Maduro
A característica desta taça e dada a sua grande dimensão, com corpo muito amplo para consentir a justa oxigenação dos vinhos tintos longamente afinados em garrafa e com taninos que já tenham assumido uma característica mais macia. A forma ampla desta taça consente ainda de evitar, quando possível, a decantação do vinho enquanto, dada a sua amplitude, consente uma adequada oxigenação do vinho, desenvolvendo aromas complexos e terciários, que estarão bem concentrados na sua abertura mais estreita. A abertura è ainda alta e direta em modo da direcionar o vinho inicialmente na parte posterior da boca, exatamente pela mesma razão de outras taças para vinhos tintos. Dadas as suas características, esta taça e para utilizar com vinhos produzidos com uvas mais vigorosas como a Sangiovese ou a Cabernet Sauvignon.

Vinho Tinto Corposo e Muito Maduro

Esta taça constitui uma variante da precedente, e a diferença esta na sua abertura que tende a abrir-se. Esta característica direciona o vinho verso a ponta da língua, mais sensível ao sabor doce, e è útil para todos os vinhos que com o tempo exaltam o seu componente ácido, como por exemplo o Pinot Nero e o Nebbiolo.

Vinho Doce e Passito

Se trata de uma taça de pequena dimensão com corpo amplo e abertura estreita em modo a favorecer seja o desenvolvimento dos aromas, seja a sua concentração no nariz. A dimensão reduzida sugere o serviço de uma quantidade menor, como e em geral habitual para este vinho. A abertura direta consente ao vinho de estar direto na parte posterior da cavidade oral em modo a não exaltar excessivamente a sua característica doce tanto que o faz parecer "stucchevole".

Vinho Licoroso

A diferença da taça precedente, a altura do corpo è maior e a abertura è mais acentuada, porém o tamanho desta taça e ainda pequena. A maior altura consente um maior desenvolvimento de aromas complexos e intensos dos vinhos licorosos, como por exemplo o Marsala, o Sherry (Jerez), o Porto e o Madeira. A abertura acentuada o faz particularmente adequado para os vinhos licorosos secos enquanto o líquido vira inicialmente introduzido verso a ponta da língua, mais sensível ao sabor doce, em modo a contribuir de uma maneira maior ao seu equilíbrio.

Espumante Metodo "Charmat"

Esta taça, dita “mezza-flûte”, tem um corpo estreito e longo em modo a favorecer o desenvolvimento do perlage nos vinhos espumantes. O seu comprimento menor respeito a “flûte”, a faz adequada para os vinhos espumantes secos produzidos com o método Charmat o Martinotti, em geral caracterizado por um perlage menos refinado e com bolinhas maiores. O diâmetro muito estreito favorece um desenvolvimento lento e contínuo da anidride carbonica consentindo, ainda, uma boa concentração dos perfumes delicados verso o nariz.

Espumante Metodo Classico

Esta taça, dita “flûte”, tem um corpo estreito e comprido em modo a favorecer e apreciar o desenvolvimento refinado do perlage típico desses espumantes produzidos com o método classico. O seu diâmetro estreito favorece ainda a percepção dos aromas delicados e frescos, portanto este tipo de taça e adequado para os espumantes método classico jovem e não millesimati.

Espumante Metodo Classico Maduro e Millesimati

Se trata de uma “flute” com a barriga mais larga e abertura estreita, características que consentem a oxigenação do vinho e portanto o justo desenvolvimento dos aromas complexos e terciários dos espumantes método classico millesimati e maduro, sem comprometer por este desenvolvimento e apreciação do perlage.

Spumanti Aromatici Dolci

Esta taça, chamada simplesmente “coppa”, è particularmente indicada para os espumantes aromáticos e doces, como por exemplo o Asti spumante. Dada a notável carga aromática deste vinho, è mais oportuno servi-lo em cálices com abertura muito larga, mais que na “flûte”, em modo de amenizar a aromaticidade primária da uva e deixar espaço também para outros aromas. Este espumante, geralmente produzido com método Charmat, não possuem particular qualidade de refinamento no perlage, portanto e um fator que pode ser omitido. A abertura da taça, que tende ligeiramente a diminuir, consentirá ao vinho de estar direto na ponta da língua e valorizar a doçura do mesmo.

Calice para degustação ISO

Esta taça é utilizada para a valutação organoléptica dos vinhos e graças ao seu formato e a sua relação geometrica de volume e superfície, é uma taça capaz de exaltar o melhor e o pior de cada vinho.

Espero que tenham apreciado esses pequenos detalhes que fazem da arte de degustar um vinho, um momento especial e muito prazeroso. E um ritual que a cada dia nos ensina a amar e apreciar este produto tão maravilhoso que é: o Vinho.

Enoabraços e até a próxima,

Simone Ferreira

LCB

sexta-feira, 21 de março de 2008

As garrafas

Caros Enoamigos,

Continuamos com a nossa: Arte de degustar!!!

As garrafas são as embalagens em vidro na qual é colocado o vinho destinado ao consumidor final. A utilização do vidro no lugar do barro, das garrafas de madeira, dos contenedores metálicos entre outros, determinaram um crescimento qualitativo do vinho. No entanto a extrema modelação do vidro, sobretudo para oferecer uma garantia, também visual, de capacidade em cada zona vitivinicola são feitas formas que permaceram até hoje praticamente invariadas e em muitos casos foram transformadas em standard internacionais. De zona em zona a capacidade da garrafa standard, sigilada com rolha de cortiça, variava no passado de 700 cl. a 720, 750, 760, 780. Da qualquer ano foi imposta uma uniformização a capacidade de 750 cl. Aos quais são adequados a quase todos os paises produtores de vinho, fazendo excessão para poucos paises do Leste Europeu.


A ALBEISA, utilizada para os vinhos tintos da zona de Alba, em Piemonte;



A PULCIANELLA , utilizada no passado para o Orvieto è hoje difusamente empregada para o Armagnac e de alguns grandes produtores portugueses de rosé e vinho verde


O FIASCO, embalagem de vidro fino, de forma esférica, revestida de palha transadas de maneira tal que permite de estar de maneira autónoma em posição vertical. Utilizado principalmente para o Chianti e os vinhos toscanos em geral, foi por longo tempo o símbolo do vinho italiano no mundo. Atualmente é em fase de abandono quase total por razões de caráter econômico e técnico (o fiasco por causa da sua forma e de difícil armazenamento, embalagem e transporte).



A RENANA, proveniente da area vitivinicola do Reno, na Alemanha, tem uma forma cilíndrica-cônica muito comprida e sempre foi utilizada para conservação dos vinhos brancos.


A CHAMPAGNOTTA, nascida na Champagne, e imposta em todo o mundo como a forma ideal para a comercialização dos vinhos espumantes.
A BORGOGNOTTA, originada na Borgogna é caracterizada de uma forma cilíndrica-cônica é era utilizada indiferentemente para vinhos brancos e tintos.

A BORDOLESE nascida na Região de Bordeaux é utilizada principalmente para os vinhos tintos. O ressalto que a bordolesa tem do bojo cilíndrico para o gargalo facilita reter a borra depositada pelo vinho, quando este é servido.
Quase todas as garrafas são utilizadas, além dos tamanhos com capacidade de 750 cl., no tamanho de 375 cl., chamada "meia", e no tamanho de 1.500 cl., chamada "magnum".
As cores do vidro utilizadas vai do branco, ao ambrado, ao marrom, ao verde, dos tons mais claros aos mais escuros. Sobretudo para os vinhos destinados a um refinamento mais ou menos longo em garrafa, e preferível o utilizo dos vidros muito escuros, e recentes estudos permitiram de realizar misturas que permitiram de obter uma filtratura da luz justa para a conservação do vinho.


Enoabracos e ate a proxima!!!
Simone Ferreira
LCB

quinta-feira, 20 de março de 2008

A Temperatura Ideal Para Servir o Vinho

Caros Enoamigos,

Continuamos com a nossa: Arte de degustar!!!

Servir o vinho na temperatura ideal é uma das tarefas mais delicadas. Antes de estabelecer qual temperatura vai servido um determinado vinho, coisa facilmente encontrada da tabela abaixo, vejamos alguns pequenos detalhes para seguir e quais são as razões que fazem escolher uma temperatura ao invês de um outra.

Um vinho frio servido em um ambiente cujo temperatura é de 20°-22°, na taça aumenta a própria temperatura de 4°/5° graus a cada hora, com uma mudança inicial de cerca dois graus.

O vinho servido a temperatura mais baixa tende a liberar perfume proviniente da uva (dizem aromas varietais) e perfume de frutado.

O aumento gradual da temperatura, ao invés, tende a privilegiar a exaltação dos perfumes complexos. Existem depois uma série de fenômenos de exaltação dos perfumes mais complexos. E outros fenômenos de exaltação, de integração e mascaramento de várias subtâncias presentes no vinho que tem um papel fundamental a temperatura.

A baixas temperaturas o sabor doce e menos acentuado, enquanto vem exaltado o sabor amargo.

A acidez outro elemento caracterizante do vinho, não apresenta variação com a mudança de temperatura, mais em geral uma bebida ácida e melhor apreciada se fresca.

Os vinhos tintos de grande estrutura e os vinhos brancos refinados em barris são ricos de taninos, cujo a adstrigência vem exaltada a temperaturas baixas. Por este motivo serviremos um grande vinho tinto a tempertura mais elevada, próprio por sua grande quantidade de tanino, enquanto podemos servir os vinhos tintos de estrutura ligeira, como por exemplo os vinhos Novelli, onde os taninos são quase de tudo ausentes, fresco de adega, ou até mesmo da geladeira.

Enfim, vem aumentado que não existe mais sentido falar de “temperatura ambiente” visto que os modernos sistemas de aquecimento fazem a temperatura média dos locais nos quais vivemos acima de 22°, temperatura esta que nenhum vinho pode ser degustado prazerosamente.

Segue abaixo a tabela da temperatura para cada tipologia de vinho:

- vinho branco seco perfumado e aromatico: 9-10°;
- vinnho branco jovem e ligeiro: 10°;
- vinho branco seco de boa estrutura: 10-11° (se afinado em barrique: 12-13°);
- vinho rosado jovem: 12°;
- vinho tinto ligeiro, jovem: 14-15°;
- vinho tinto seco de bom corpo e discretamente afinado: 16-17°;
- vinho tinto seco de grande corpo, ligeiramente tanico, de muita continuidade e delongo afinamento em garrafa: 18°;
- vinho branco doce fermo: 9-10°;
- vinho branco doce espumante: 8-9°;
- vinho tinto doce fermo: 12-13°;
- vinho doce frizzante ou espumante: 10-11°;
- vinho branco doce e passito liquoroso: 8-9°;
- vinho tinto doce passito: 9-10°.

Enoabracos e ate a proxima.
Simone Ferreira
LCB

quarta-feira, 19 de março de 2008

A degustação- Exame Gustativo

Caros Enoamigos,

Vamos falar um pouco sobre a arte de degustar- Parte III

O terceiro exame requerido na técnica da “degustação” é aquele “gustativo”, onde iremos analizar tanto o suporte gustativo fixo (componente gustativo puro) e o componente odorifero voláteis (componente olfativo puro), de acordo com os seguintes parâmetros:

1-Estrutura
2-Harmônia
3-Intensidade
4-Persistência
5-Qualidade
6-Estado Evolutivo


Estrutura Geral
1-Açúcar
2-Acidez
3-Adstringência (tanicidade)
4-Álcool
5-Corpo

6-Suavidez

Açúcar
Com este exame valutamos a quantidade de açúcar existente.

Seco
Se diz de um vinho ao qual não existe a presença de açúcar que podem ser presentes em quantidades inferiores a grama por 2/lt.

Abocado
Vinho com percepção tênua do “doce”. Açúcares residuais são compreendidos entre 4 e 12 g/l.

Amável
Vinho que há uma leve percepção do “doce”. Se apresenta sem ser predominante.

Doce
A percepção do doce é determinante.

Muito Doce
Presença marcada pelo doce. Prerrogativa dos vinhos passados ou passados licorosos em geral.

Acidez
Com este exame analizamos a presença e a intensidade dos ácidos presentes no vinho.
Quando maior os láticos abaixo da língua sentimos “aumentar”, estamos em presença do mais clássico reconhecimento da acidez, que, também vem acompanhada de uma sensação de frescor.

Mole
É um vinho decisivamente desarmonico pela carência de ácidos, mole, liso.

Sápido
Os acidos por serem presentes em quantidades notáveis na cavidade oral não estímula as suas características de frescor.

Bastante Fresco
A percepção sensorial dos ácidos está presente de uma maneira suficiente.

Fresco
São as característica encontradas em todos os vinhos brancos nos mais secos em particular ,nos vinhos espumantes e frisantes; sensorialmente os ácidos estimulam uma percepção de frescor comparável ao hortelã, ao limão, a grama, ao feno etc.

Acídulo
Os vinhos que apresentam desarmonia pelo excesso de ácidos.

Tanicidade
Com este exame vamos valutar a quantidade de taninos presentes no vinho, que quanto maior é presente tanto maior produz uma sensasão de “trava” salivare e adstringência da mucosa oral.

Carente
Se diz de um vinho che carente de tanino dá uma sensação de vazio na boca.

Pouco Tánico
Se diz de um vinho que apresenta um ligeira carência de tanino.

Justamente Tánico
Se diz de um vinho que a quantidade de tanino vem mantida justamente pela sua tipologia.

Tánico
Se diz de um vinho com um ligeiro domínio de tanino acima dos outros elementos da estrutura.

Alapante
Se diz de um vinho que contém excesso de tanino e que enche a boca.

Alcool
Este exame leva em consideração o componente alcoólico do vinho, que quanto maior a presença maior será a sensação de calor na boca, especialmente no momento em que o vinho é deglutido.

Fraco
Se diz de um vinho de moderado teor alcoólico e perceptível carência de álcool.

Ligeiro de Álcool
Se diz de um vinho de moderado teor alcoólico, mais equilibrado.

Calórico
Se diz de um vinho que contém equilibrada quantidade de álcool, generando uma prazerosa sensação de frescor.

Muito Calórico
Se diz de um vinho que contém generosa quantidade de álcool e que a sensação de frescor é muito evidente.

Alcoólico
Se diz de um vinho que o elevado teor alcoólico è percebido de maneira desarmônica com relação aos outros elementos da estrutura. A sensação de frescor é muito forte.

Corpo
O corpo de um vinho junto com seus componentes químicos, com particular referimento as substâncias extrativas (glicerina, sais minerais, açúcar) que provocam sensações de densidade e viscosidade na língua e em toda a mucosa oral.

Magro
Indica uma pouca presença de extratos secos, e o perfume passa desapercebido.

Ligeiro de Corpo
A presença dos componentes é modesta e apresenta pouca estrutura.

Corpo
Todos os componentes do vinho são quantativamente bem representados, conferindo boa estrutura.

Cheio
Vinho de grande estrutura e bem equilibrado, de grande intensidade e persistência gusto-olfativa.

Pesado
O vinho apresenta um excesso de subtâncias extrativas onde resulta “pesado” e exercita portanto uma cansativa gustação.


Suavidez
As substâncias responsáveis pela suavidez são o açúcar, o álcool e a glicerina e que trazem ao vinho suavidez, maciez e pastosidade. Na termonologia atual são considerados “macios”, a sensação sápida de “doce” (devido aos açúcares residuais, que se apresentam, o álcool etílico e a glicerina) e a impressão de “calor” (devido ao álcool etílico); ao contrário são consideradas “duras” as sensações sápidas de “salgado”, “ácida”, e aquela do tato de “ adstringência” (devido ao tanino).
Portanto um vinho poderá ser mais ou menos suave segundo a quantidade de substâncias que estimulam sensações de doce e outras que estimulam aquelas sensações de dura. É interessante notar que a sensação de “suavidez” é relevada de toda a mucosa da cavidade oral, enquanto a sensacao de “ doce” e relevada somente da papila fungiforme presente na ponta da língua.

Carência de Suavidez
Independentemente da cor e do corpo, o vinho pode apresentar carência de suavidez, pela imaturidade dos componentes ácido e tanino

Bastante Suave
Se os componentes ácidos, tanino e o amargo não tiverem suficientemente alcançado a maduração, cobrem as substâncias ( álcool, açúcar) .

Suave
É a percepção envolvente, aveludada, sem cedimento, encontrada seja no vinho branco como nos vinhos tintos, à temperatura justa de degustação.

Redondo
A sensação de suavidez é acentuada; o vinho dá uma impressão de doçura que envolve a cavidade oral.

Pastoso
Vinho encontra importante composição do corpo, espesso, gordo, tem uma perceptiva presença de açúcar e glicerina.


Harmonia
Este exame è baseado pelos componentes gustativos puros, com a comparação da suavidez e da acidez para os vinhos brancos, da suavidez, acidez e tanicidade para os vinhos tintos; para os componentes olfativos puros, com a harmônica consistência dos perfumes; enfim para o complexo global gusto-olfativo resultante, com o harmônico equilíbrio dos sabores e dos perfumes.

Desarmonico
Um ou mais estímulos se apresentam com superior intensidade cobrindo decisivamente os outros componentes; existe desarmonia pelo excesso de álcool. de ácidos, de tanino, com percepção amarga.

Ligeiramente Desarmonico
Um ou mais componentes, interferem na estrutura com um resultado bastante interferentes sobre os outros.

Bastante Equilibrado
Um ou mais componentes da estrutura, não estão em equilíbrio

Equilibrado
Vinho que tende ao equilíbrio

Harmônico
Se diz do vinho que todos os elementos da estrutura estão presentes com a mesma intensidade e por esta razão estão em perfeito equilíbrio. Portanto também é um vinho muito fino e elegante


Intensidade
Com este exame valutamos o máximo valor encontrado das sensações percebidas gusto-olfativa (sabor-perfume) com o vinho na boca, e portanto mantido depois da deglutação.
De qualquer maneira tal dato quantitativo resulta sempre com medidas a extensão da “Faixa Diferencial”( diferença entre o “ limite de percepção “ e o limite de suportação”), que pode variar de caso a caso.

Muito Intenso
É um referimento a quantidade que os componentes assumem a começar daquele perfume percebido pela via retronasal.

Intenso- Bastante Intenso
Tais valores gustativos de norma são registrados nos vinhos de qualidade.

Ligeiro
Os estímulos são carentes ou simplesmente aceitáveis reentram na tipologia do vinho expressa na disciplina de produção.

Tênue
O vinho apresenta uma carência geral de estímulos; as percepções são passadas despercebidas ao gosto e com maior evidência ao olfato pela via retronasal.


Persistência
Com este exame valutamos a duração temporal (segundos) da intensidade (máximo valor alcançado pela sensação gusto-olfativa com o vinho em boca e mantido após a deglutação).

Muito Persistente
O vinho tem uma persistência gustativa, superiores a 15 segundos, indica grande qualidade.

Persistente
O vinho tem um boa persistência gustativa que é compreendida entre 10 a 15 segundos.

Bastante Persistente
O vinho tem um persistência gustativa de 8 a 10 segundos( mínimo requerido para um vinho de qualidade).

Pouco Persistente
O vinho tem um persistência gustativa entre 5 e 8 segundos.

Curto
O vinho tem uma persistência gustativa inferior a 5 segundos.


Qualidade
É a capacidade do vinho de satisfazer um degustador qualificado. Parece portanto que è o conceito “aquilo que gostamos” seja ligado ao conceito da qualidade; na verdade a relação de afinidade resulta muito mas complexa quanto ao juízo definitivo, sobre a qualidade pode ser formulada somente em referimento a um “teste” memorizado através de um qualificada experiência degustativa.

Molto Fino
Reservado aos grandes vinhos, dadas as suas propriedades completas e harmônicas, que conseguem nos dar emoção.

Fino
Rerservado a todos aqueles vinhos que oferecem sensações particularmente positivas e entre eles harmonicamente equilibradas.

Bastante Fino
Reservado a todos aqueles vinhos de qualidade fina que apresentam , sensações positivas e equilibradas mais de menor valor.

Comum
Reservado a todos aqueles vinhos que por não haverem defeitos, não possuem dotes de relevo.

Grosseiro
Reservado a todos aqueles vinhos que por não haverem defeitos, estimulam sensações marcadas com desiquilibrio mais ou menos evidentes.


Estado Evolutivo
Com este exame se valuta a evolução do vinho no momento da degustação em relação ao alcance das melhores características organolépticas.

Jovem
Se diz de um vinho que apresenta ainda desarmonia e portanto não é ainda pronto.

Pronto
Se diz de um vinho ainda em fase evolutiva, e que está portanto alcançando a maduração. Mais que todavia è já pronto para o consumo.

Maduro
Se diz de um vinho que independentemente da idade, alcancou o equilíbrio entre os vários componentes mais que pode de qualquer forma ainda refinar.

Ligeiramento Velho
Se diz de um vinho que começa apresentar perfume muito evoluído, às vezes etéreos.
Podem advertir os primeiros cedimentos organolépticos tratando-se dos últimos estágios de maduração.

Decrépito
Se diz de um vinho que se apresenta organolepticamente apagado e morto pelo excessivo envelhecimento dos elementos de sua estrutura.

Enoabracos e ate a proxima.
Simone Ferreira
LCB