domingo, 27 de julho de 2008

A Grappa

O que é a Grappa?

É o aguardente obtido da destilação direta do vinhaço (formado da casca, dos bagaços da uva e das sementes, uma vez separados do mosto).

Por definição legal, a grappa é o aguardente obtido da destilação do vinhaço fresco fermentado.


Vinhaço para a produção da grappa

Quem inventou a grappa?
Um povo: os Italianos!

A Grappa, um aguardente, foi concebida dos estudos da escola Salernitana que ao redor do ano mil, codificou a regra da concentração do álcool através a destilação.

O bagaço, matéria prima alcoólica pobre (respeito ao vinho, tanto para dar um exemplo, contem dois terços de álcool a menos ), mas muito difusa foi imediatamente levada em consideração e delas o aguardente. Se houve falar em 1400, os primeiros testemunhos dos estudos sobre a destilação do bagaço. Mais aparecem somente em 1600, e são devidos aos Jesuítas, entre os quais vem citado o bresciano Francesco Terzi Lana.

Até o início do século XIX, não existia uma distinção tecnológica real para os destilados alcoólicos, depois a Itália da grappa escolheu uma própria estrada que levou a criação de uma bebida com características únicas e incomparáveis.

Seleção de Grappas da Vinícola Salvano

Come se classifica a grappa? – a classificação da grappa é muito articulada. Os rótulos podem colocar em evidência a denominação geográfica de origem, o vinhedo, o tipo de alambique e ainda outros elementos, determinando diversas categorias para a venda do produto.

A norma existente enfatiza o conceito regional: o já citado regulamento da União Européia confere a denominação geográfica a grappa de Barolo, Piemonte, Lombardia, Veneto, Trentino, Alto Adige e Friuli. Alem disto e sobre tudo em função das suas características organolépticas, podem ter as seguintes tipologias:

grappa jovem: é composta somente de aromas derivados das videiras e da fermentação, sapientemente selecionadas com a destilação;
grappa jovem aromática: é como a precedente, mas obtida de vinhedo aromático ou semi-aromático (Moscato, Müller Thurgau, Traminer, Sauvignon etc.);
grappa afinada em madeira: é colocada em bote de madeira, mas por um período de tempo mais curto com relação aquele prescrito pela lei para ser denominado envelhecida;
grappa afinada em madeira aromática: como a precedente, mais obtidas de vinhedos aromáticos ou semi-aromáticos;
grappa envelhecida: distingui-se com o termo velha ou envelhecida se vem mantida em containers de madeira por um período não inferior a 12 meses, riserva ou extra-envelhecida se o tempo e de pelo menos 18 meses;
grappa envelhecida aromática: como a precedente, mais obtida de vinhedos aromáticos ou semi-aromáticos; grappa aromatizada; o seu perfil organoléptico e completado com princípios aromatizantes vegetais;
A grappa apresenta também uma grande variedade tipológicas para superar com sucesso as diversos momentos e ocasiões de consumo. Na Itália a produção da grappa oscila atualmente entre 33 milhoes de garrafas.

A palavra “Grappa” ou deriva do alemão “schnaps” que literalmente significa destilado ou aguardente, ou mais provavelmente do Piemontese “rapa” ou do lombardo “grapa” termos que se referem ao bagaço.

Enoabraços,
Simone Ferreira
LCB

sábado, 26 de julho de 2008

Glossário de degustação



Glossário de degustação (termos em Italiano)

Allappante (termo referente ao sabor): de vinho que tem sensação de áspero, de adstringente.

Amarognolo (termo referente ao sabor e em particular ao retrogosto, ou seja a sensação percebida depois de deglutição do vinho): de vinhos que apresentam uma delicada percepção amarognola. A sensação de amarognolo e muito parecida aquela do ammandorlato.

Ammandorlato (termo referente ao sabor e olfato):vde um vinho que lembra o sabor da amêndoa.

Ampio (termo referente ao sabor): de vinho equilibrado e harmônico em todos os seus componentes.

Armonico (termo referente ao sabor e ao olfato): de vinho que apresenta um justo equilíbrio e uma agradável proporção de todos os seus componentes.

Aromatico (termo referente ao sabor e ao olfato): típico nos vinhos provenientes de uvas aromáticas (tipo o Moscato d'Asti e l'Asti Spumante).

Asciutto (termo referente ao sabor): de vinhos que, por completamente fermentado, portanto seco, expressa morbidez e amabilidade a degustação.

Delicato (termo referente ao sabor): de vinho que satisfaz em boca, nos quais os componentes são justamente equilibrados.

Dolce (termo referente ao sabor): de vinhos com açúcares residuais.

Equilibrato (termo referente ao sabor): vinho nos quais os componentes se encontram distribuídos em percentuais equilibrados.

Etereo (termo referente ao olfato): perfume devido a presença de componentes do "bouquet" do grupo do etéreos (álcool superior) originários no decorre do envelhecimento.

Fragrante (termo referente ao sabor e ao olfato): de vinho jovem frutado ou de vinhos aromáticos tipo Asti Spumante.

Fresco (termo referente ao sabor): de vinhos com justa acidez.

Fruttato (termo referente ao sabor e ao olfato): de vinho jovem que tem sabor de fruta madura.

Goudron (termo referente sobre tudo ao sabor): se diz daquele gosto, típico dos grande vinhos que lembram aquele do alcatrão.

Gradevole (termo referente ao sabor): de vinho limpo de gosto, que satisfaz o paladar.

Intenso (termo referente sobre tudo ao perfume): indica a intensidade dos seus componentes.

Magro o molle (termo referente ao sabor): de vinho com ausência de corpo, de gosto e de características.

Morbido (termo referente ao sabor): vinho de agradável sensação tátil seja quando se refere ao vinho de baixa acidez seja quando se refere ao vinho com acidez normal mais com ligeiro açúcar residual.

Persistente (termo referente ao sabor e ao olfato): indica o prolongamento da sensação olfativa e tátil.

Rotondo (termo referente ao sabor): de vinho nos quais os percentuais de seus componentes são perfeitamentes dosados.

Sapido (termo referente ao sabor): de vinho "saboroso", ou seja vivo e cheio.

Tannico (termo referente ao sabor): de vinho rico de taninos que os fazem allapante, adstringente (muitos vinhos tintos para o envelhecimento são taninos quando jovens).

Vellutato (termo referente ao sabor): vinho puro ao paladar, morbido, escorregadio e por isso agradável para beber.

Vinoso (termo referente ao sabor): usado para todos os vinhos jovens de safra, de sabor fresco e frutado.

Abraços,
Simone Ferreira
LCB

sexta-feira, 25 de julho de 2008

O Fiasco

O FIASCO
Embalagem de vidro fino, em forma de bulbo, com gargalo alongado, revestida de palha transadas de maneira tal que permite de estar de maneira autónoma em posição vertical.
Utilizado principalmente para o Chianti e os vinhos toscanos em geral, foi por longo tempo o símbolo do vinho italiano no mundo. Atualmente é em fase de abandono quase total por razões de caráter econômico e técnico (o fiasco por causa da sua forma é de difícil armazenamento, embalagem e transporte).


Quase seguramente o Fiasco nasceu no século XIV.

O Fiasco era produzido nas vidraçarias e eram os “fiasqueiros”, vidraceiros especializados a produzi-los. O vidro fundido era retirado do forno e com ao cano de assoprar e sem auxílio de forma era modelado.
O Fiasco sucessivamente eram recobertos “com a vestimenta” dos fiascos.

Os vinhos Toscanos principalmente os Chiantis eram engarrafados nessas simpáticas garrafas.

Na primeira metade dos ‘900, os fiascos destinados para a exportação e usados nas exposições de vinhos, eram decorados nos quatro lados verticais pelas cores verde e vermelho que lembravam a bandeira italiana. As cores eram alternadas e distanciadas em modo igual na circunferência da "barriga" do fiasco.

O Fiasco por muito tempo foi o container natural dos vinhos toscanos, ate quando foi trocada pela garrafa bordolesa, mais econômica e fácil de transportar.

Os fiascos ainda existem na Itália e principalmente nos restaurantes toscanos ainda são bem recebidos e muitos vinhos Chianti são engarrafados nela seguindo a antiga tradição.

Mais hoje a maioria dos vinhos Chiantis que estão a venda no exterior e todos aqueles de alta qualidade são engarrafados na garrafa bordolesa.


Nossa Importadora La Casa di Bacco, importa dos tipos de Chianti:
Chianti Classico da Tenetua Vecchie Terre di Montefili
Chianti Rùfina da Fattoria I Veroni


Temos em estoque as safras 2002 e 2003 respectivamente.
Abraços e Vinhos,
Simone Ferreira
LCB

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Fratelli Serio & Battista Borgogno

Esta empresa não somente possui seus vinhedos na "mítica" colina Cannubi, mas também nesta tem a sua residência e sua própria cantina de vinificação. Serio e Battista eram os filhos de Ludovico, que por sua vez era sobrinho de Francesco Borgogno, sindico nos ‘800 de Barolo. Depois da morte de Battista em 1993 hoje a empresa é controlada por Serio, suas filhas Paola e Anna e de seu marido Marco Bolla, que se ocupa da cantina. Os hectares plantados da propriedade são quatro, dos quais nebiollo para a produção do Barolo; a filosofia de produção é absolutamente tradicional, com envelhecimento em toneis de madeira grande.

Colina Cannubi com a cantina e a casa dos proprietários no topo.
Cannubi, é um nome para quem ama vinhos piemonteses não pode não conhecer. Esta grande colina que se estende no vale de Barolo, onde se encontram os vários componentes geológicos que formam a terra da Langa, è um imenso e lindo vinhedo.

Desenho da Collina Canubbi com os mapas dos vinhedos da Fratelli
Hectares plantados: 4.
Hectares plantados com Nebbiolo para a produçãoo do Barolo: 3.
Nome dos vinhedos: Cannubi.
Idade dos Vinhedos: 1992-1993-1994-1999.
Tipo de Barolo produzido: Tradicional.

Segue abaixo os vinhos produzidos pela Fratelli e Importados pela La Casa di Bacco para o Brasil.
Essas novas safras foram degustadas por: Luca Bonci e Riccardo Farchioni no dia 17 de Janeiro de 2008. Por L'Acqua Buona
Barbera d'Alba 2004 (barbera - 13.5%)
Bel rubino. Delicata, floreale, non intensissima ma piacevole e femminile.
Stessa impressione dalla bocca, molto fresca, quasi asprigna, metallica, dal buono scatto nel finale dove si ispessisce e termina lunga.

Nebbiolo d'Alba 2004 (nebbiolo - 14%)

Color rubino chiaro e profumi suadenti e delicati fanno da preludio ad una bocca subito di buona compattezza, di accennata morbidezza, di persistenza aromatica su fruttato lieve semplice, magari un po' ripetitivo ma positivo.
Le note aromatiche spaziano dalla ciliegia al boschivo balsamico. Buona beva e finale piacevolmente increspato.

Barbaresco 2003 (nebbiolo - 13.5%)
Color rubino scarico. Profumi moderatamente maturi, intensi e persistenti anche se non perfettamente delineati e certamente condizionati dalla annata non particolarmente favorevole. In bocca parte incerto, non riesce a coordinarsi anche se rilascia sensazioni aromatiche positive, ma la beva è comunque condizionata da un tannino un tantino aggressivo.

Barolo Cannubi 2003 (nebbiolo - 13.5%)

Colore porpora di media intensità e profumi chiari, affascinanti, che vanno dalla rosa alla lieve frutta di bosco. La bocca mostra una bella profilatura, ed ha la sua carta migliore in una piacevole accelerazione nel finale. Il limite (l'annata è quella che è) è una certa spigolosità della beva.

Barolo Cannubi Riserva 2001 (nebbiolo - 13.5%)

Qui il bouquet si arricchisce di note più scure, terrose, e di sensazioni di fungo e tartufo. Il palato è pieno, il vino equilibrato e procede sicuro verso un finale di buona ampiezza.

Essas novas safras estarão disponíveis no Brasil em breve. Vale lembrar que temos ainda no nosso estoque os vinhos:

Dolcetto d'Alba 2004
Barbera d'Alba Superiore 2003
Nebbiolo d'Alba 2001
Barbaresco Riserva 2000
Barolo Cannubi 2000

Para detalhes e valores, entrem em contato conosco.

Abraços e Vinhos,
Simone Ferreira
LCB

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Castas Piemonteses, Toscanas e Internacionais

A Itália tem uma grande variedade de uvas. Além das uvas provenientes das regiões italianas o território tem uma variedade muito grande de castas francesas.
Na Toscana essas uvas se unem a Sangiovese e produzem os famosos Supertoscanos e vinhos IGTs. No Piemonte a uva Chardonnay encontrou o habitat ideal onde são produzidos os famosos vinhos Langhe Chardonnay.

Ontem fizemos uma Degustação Harmonizada na Loja de Vinhos L'Orangerie. O tema da nossa degustação foi: Castas Piemonteses, Toscanas e Internacionais.

Ou seja, apresentamos seis vinhos do nosso portfólio que na sua composição apresentavam as uvas especificadas abaixo:

Uva Chardonnay

É a uva branca mais famosa do mundo.
Nascida na Borgogna, hoje esta presente em todo o globo tem uma grande variedade de componentes aromáticos, que aparecem de maneiras diversas dependendo do terreno e do clima onde vem cultivada.
Tem um rendimento relativamente alto e produz vinhos de alta qualidade em lugares distintos do planeta: Nova Zelandia, Israel, Australia, California, Chile, Argentina etc. A Itália tem uma longa tradição mais por muitos anos, provavelmente por causa de erros visuais, foi confundida muito com a Pinot Branco. Hoje vem produzida em todas as nações com resultatos variáveis. Encontra-se ótimos Chardonnay no Piemonte, Friuli, Veneto, Trentino, Valle d'Aosta, Toscana e Sicilia.

O vinho apresentado foi: Langhe Chardonnay DOC 2005 da Vinícola Salvano Srl
(100% Chardonnay)

Uva Barbera

É originária da região de Piemonte em Monferrato.
Essa variedade produz vinhos leves do dia-a-dia como exemplares escuros e frutados, com alta acidez e concentração e boa capacidade de envelhecimento. Barbera —- é a classe intermediária do Piemonte. Tem como característica intenso frescor e aroma frutado, com taninos pronunciados e cor escura. A uva Barbera tem produção muito maior que a Nebbiolo e sua qualidade tem evoluído muito nos últimos anos. E difusa amplamente no Piemonte e Lombardia, mas também no centro da Itália, junto com a uva Sangiovese è a uva tinta mais utilizada na Itália. A variedade Barbera é considerada como a mais popular das uvas do Piemonte. Seus vinhos são marcados pela leveza, cor escura, alta acidez, alta concentração e boa capacidade de envelhecimento, além do sabor frutado. Os países que mais produzem são, além da Itália, os Estados Unidos e a Argentina.

O vinho apresentado foi: Barbera d'Alba Doc 2005 da Vinícola Salvano Srl
(100% Barbera)

Uva Dolcetto

Originária da zona de Acqui e Alessandria, hoje está em toda a zona de Alba . É os mais joviais dos vinhos piemonteses. São secos, frescos, com aromas de frutas frescas, cor roxa profunda, corpo médio e taninos aveludados. A maior parte dos Dolcetto provém da região de Alba (Dolcetto D'Alba), mas também são encontrados excelentes Dolcetto Langhe, Dogliani e Dolcetto di Diano. No mundo dos tintos, é uma das melhores opções para o dia-a-dia —- refinados e agradáveis, sem agredir o bolso. Os principais produtores são, além da Itália, a Argentina e a Austrália.

O vinho apresentado foi: Diano d'Alba Doc " Fosco" 2004 da Vinícola Salvano Srl
(100% Dolcetto)

Uva Syrah

Uva cujo origem e controvérsia, existe duas versões: talvez proveniente do Médio Oriente, da cidade de Schiraz (Persia), ou da cidade siciliana Siracusa. É uma das uvas mais cultivadas nas regiões quentes do Novo Mundo (Austrália, California e Africa do Sul).
Na Itália esta presente desde da metade de ‘800 e difusa em numerosas regiões, em particular na Toscana e Sicilia. Crescendo bem em inúmeras áreas, produz vinhos complexos e distintos, escuros, alcoólicos e com aromas e sabores de especiarias. Apesar da boa presença de taninos -- o que lhe dá boa capacidade de envelhecimento -- são vinhos podem ser bebidos com grande prazer desde a juventude graças à rotundidade e doçura destes taninos.

O vinho apresentado foi: Terre del Pelacane IGT 2004 da Fattoria I Veroni
(50% Syrah e 50% Merlot)

Uva Merlot

E originária da França da região de Bordeaux, sendo utilizada para a elaboração de vinho tinto para ser consumido jovem. O Vinho Merlot é encorpado, intensamente frutado, complexo, uma harmônica estrutura com perfeito equilíbrio. Apresenta uma cor vermelho-púrpura, seus aromas são densos e frutados, tendo uma boa evolução deixando assim seu aroma com muita complexidade. O paladar é rico, macio, perfeitamente equilibrado, sedoso e de grande classe.
Na maior parte das zonas vitivinicolas do mundo, a Merlot e a companheira inseparável da Cabernet Sauvignon; as duas uvas se integram perfeitamente. Geralmente a uva Merlot é caracterizada por produzir vinhos menos ácidos e com menos teor de taninos do que os Cabernet Sauvignon, porém, é uma uva que se beneficia do tratamento em barris de carvalho. Possui um potencial de envelhecimento de moderado a bom, podendo de acordo com o tempo ficar mais suave, com uma maior tendência à diminuição do aroma frutado. Seu maior destaque é o vinho Chateau Petrus, produzido em Saint Emilion e Pomerol, na França, mas também é importante nos Estados Unidos, Chile e Austrália.

O Vinho apresentado foi: Terre del Pelacane IGT 2004 da Fattoria I Veroni
(50% Syrah e 50% Merlot)

Uva Sangiovese

E' uma das uvas castas italianas mais antigas ("sangue di Giove"). E sem sombra de duvida a uva mais difusa na Italia, sobre tudo na Toscana, Umbria e Emilia Romagna. Existem muitas tipologias de Sangiovese, mas são divididas em duas categorias: Sangiovese Grosso, a de maior valor, da qual vem cultivada em quantidades limitadas, quase totalmente na zona de Montalcino (SI), onde vem chamada de Brunello e na zona di Montepulciano (SI), onde tem o nome de Prugnolo Gentile; Sangiovese Piccolo, a mais comum tem varios sinonimos, segundo a zona. Mas o numero de clones è realmente enorme e existe uma grande diferenca entre Sangiovese romagnolo e um toscano ou umbro. E cultivada tambem na California (Napa Valley e Sonoma County), com bons resultados. De corpo médio a encorpado, os melhores vinhos produzidos com a Sangiovese são secos e levemente picantes. A Sangiovese, em associação com a Cabernet Sauvignon, é responsável pela grande maioria dos supertoscanos.

O vinho apresentado foi: Rosso di Montalcino DOC 2002 da Podere Brizio
(100% Sangiovese)

Langhe Chardonnay DOC 2005
Produzido por: Salvano Srl
Uvas: 100% Chardonnay
Cor: amarelo palha
Perfume: delicado, frutado com perfume de flores frescas
Sabor: seco e harmônico
Gradação alcoólica: 12 vol.
Temperatura de serviço: 8-12 °C.
Gastronomia: acompanha peixes, crustáceos, escargot e sopas. Ótimo também como aperitivo
Nota: de videiras recentemente introduzidas na Langa nasce este vinho jovem e fragrante, de boa estrutura.E vinificado a temperatura controlada com o máximo de cuidado, até que obtenha um gosto agradavelmente seco.

Barbera d’Alba DOC 2005
Produzido por: Salvano Srl
Com uvas 100% Barbera.
Vinificação tradicional com maceração de 15 dias com temperatura de 28°- 30° C.
O vinho vem guardado em tonéis de madeira por 10/12 meses e seu afinamento é feito em garrafa por alguns meses.
Cor: Vermelho rubi
Perfume: característico, vinoso
Sabor: Seco, intenso e encorpado
Gradação alcoólica: 13% vol.
Temperatura di serviço: 18-20 °C.
Gastronomia:acompanha igualmente carne branca e vermelha.
Otimo com queijos envelhecidos ou jovens.

Diano D’Alba “Fosco” DOC 2004
Produzido com uvas 100% Dolcetto.
Nasce de uma clássica vinificação em tonéis de madeira com remontagem do “chapéu”.
Depois da fermentação malolática o vinho madura em tonéis de aço e mantém assim toda a sua fragrância de origem.
Seu afinamento é feito em garrafa na posição horizontal durante alguns meses.
Cor: vermelho rubi
Perfume: vinoso, persistente e frutado
Sabor: encorpado, seco
Gradação alcoólica: 13,5% vol.
Temperatura de serviço: 18-20
Gastronomia: é um vinho que combina com carne vermelha e branca, ótimo com a pasta , indicado também com queijos
Nota: é um vinho feito com uma seleção de uvas Dolcetto de Diano.
O solo com ajuda de uma pequena poda favorece a maduração da uva que levada a cantina recebe uma suave esmagamento.
O sistema tradicional de fermentação extrai o gosto e perfume imcomparáveis, enquanto a natureza transcorre o tempo, sem a ajuda do homem, completa esta opera até ser única.
Os eventuais resíduos de vinificação que ficam no fundo da garrafa é a indicação de um produto de alta qualidade

Barbera d’Alba “Maestrale” DOC 2004
Com uvas 100% Barbera.
Depois de sua vinificação com maceração em tonél de madeira.
O Barbera d’Alba é guardado em barriques por 9 meses logo em seguida é engarrafado onde sua fase de afinamento é de períodos variados dependendo das safras.
Cor: vermelho rubi
Perfume: característico e vinoso
Sabor: encorpado
Gradação Alcoólica: 13,5% vol.
Temperatura de serviço: 18-20 °C.
Gastronomia: ótimo com carnes brancas e selvagens
Nota: O carvalho deste bote (allier) durante o período de afinamento da ao Barbera um característico aroma delicado de baunilha


Terre del Pelacane IGT 2004
Produzido com uvas 50% Merlot e 50% Syrah.
Sua fermentação é feita durante 15 dias e a maduração por 12 meses em carvalho francês de 500 litros.
Segue um afinamento em garrafa por alguns meses.
Uva: 50% Merlot e 50% Sirah.
Teor alcoólico: 13,5%
Cor: Vermelho rubi com reflexos violeta escuro, consistência cromática quase impenetrável.
Perfume: Frutas maduras de bosque em particular amora, especiarias e cacau amargo.
Sabor: Encorpado, morbido, delicado con final persistente com grande equilibrio e elegância.
Gastronomia: Pratos à base de carne vermelha, carnes de animais selvagens e carne branca.
Temperatura de serviço: 18° C.


Rosso di Montalcino DOC 2002
Produzido com uvas 100% Sangiovese.
Sua fermentação é feita em aço com remontagem e temperatura controlada; depois da fermentação tumultuosa o vinho é passado para a madeira de carvalho por breve tempo.
Segue um afinamento em garrafa por 6 meses
Teor alcoólico: 13,5%
Cor: Vermelho rubi intenso.
Perfume: Característico e intenso.
Sabor: Seco, caloroso e um pouco tânico.
Gastronomia: Pratos de estrutura média, tais como o primeiro prato com molho de carne, de frango de cogumelo ou tartufo e também risotos. Segundo prato preparados com carne de porco com salsa.
Temperatura de serviço : 18° C.

Agradeço todos os participantes da Degustação de ontem e aguardo todos vocês na próxima!
Abraços e muitos bons vinhos.
Simone Ferreira
LCB

sábado, 19 de julho de 2008

O Panetone

O panetone, é um típico doce milanês em forma de cúpula de igreja. É feito de farinha, fermento, ovo, manteiga, açúcar, misturado com uva passas e frutas cristalizadas.
O panetone tem como antepassado o pão grande e redondo com uva passa, frutas cristalizadas, especiarias e mel, que era usado nos ritos cristãos.

Dizem que se trata de um doce nascido a partir de uma história de amor. Ughetto dos Antellari, nobre cavaleiro milanês, se fingiu de ajudante padeiro e se empregou na padaria do Toni para conquistar a filha Adalgisa. E lhe preparou um pão doce com uva passa e cascas de laranja.

Uma outra história, ainda de origem milanês. Diz que o cozinheiro Toni percebe já um pouco tarde que o doce preparado para o jantar estava queimando. Tentou remediar colocando no pão doce frutas cristalizadas e uva passas. Aquele doce fez muito sucesso e se transformou no “pane del Toni”, ou o panetone.

Seguramente o panetone, esta entre os doces que menos satisfazem (pode-se comer uma grande quantidade antes de se sentir satisfeito), mas também esta entre os mais calóricos: em média 380 kcal (os artesanais chegam a 450 kcal por 100 g) até os dietéticos não ficam abaixo de 335 kcal.
Então atenção na hora de degusta-lo!!!


Panetone tradicional
Ingredientes:
1 Kg de farinha de trigo
100 g de fermento biológico
200 g de manteiga
200 g de açúcar
15 g de mel
8 gemas
10 g de sal
250 g de frutas cristalizadas
150 g de uvas passas embebidas no rum
1 pitada de vanilina ou aroma de baunilha
raspas e suco de laranja
água até dar o ponto

Modo de preparo
Numa vasilha, misture 100 g de farinha, o fermento e um pouco de água. Fica com aparência de esponja.Deixe descansar por 15 minutos e depois adicione o restante dos ingredientes, colocando as frutas cristalizadas e as uvas sempre por último e faça uma massa bem macia.Deixe descansar, coberta por um pano, durante 20 minutos e em seguida, faça os modelos, coloque nas formas e deixe descansar novamente até quase atingir o dobro. Leve para assar numa assadeira ou em forma de papel, colocando num forno aquecido a uma temperatura média de 180 graus.

The Perfect marriage

O Panetone e o vinho Moscato d’Asti ,formam o par perfeito. Nas festas de fim de ano eles enchem as casas, as mesas e as taças de todos para brindar na ceia de Natal e nas festas de fim de ano.
É um vinho branco doce com baixo teor alcoólico.
É um dos vinhos mais famosos e importantes do Piemonte e da Itália.
La Casa di Bacco, importa o Moscato d'Asti da Vinicola Salvano Srl, temos em estoque a safra 2005.
Segue abaixo a ficha técnica do vinho:


MOSCATO D'ASTI DOCG 2005
Uva: Moscato Branco
Cor: amarelo dourado
Perfume: fragrante, típico di Moscato (uvaceo)
Sabor: doce e aromático
Gradação Alcoólica: 5,5%
Temperatura de serviço:8-12 °C.
Gastronomia: Excelente com todo tipo de doce, acompanha muito bem seja fruta seca que fresca.








O Moscato d'Asti, também é uma otima opção de presente para o Dia dos Pais!!!

Tin Tin e até a próxima,
Simone Ferreira
LCB

sexta-feira, 18 de julho de 2008

O Veneto

Dados Geográficos

Com uma área de 18.378 km2, o Vêneto é a 8ª região da Itália em extensão (depois, pela ordem, de Sicília, Piemonte, Sardenha, Lombardia, Toscana, Emilia Romagna e Púlia). Os seus limites estendem-se por um total de 1.104 km, dos quais 909 terrestres e 195 marítimos, e enfeixam uma área poligonal que tem seu vértice mais setentrional no Cima Vanscùro (na fronteira com a Áustria) e o ponto mais meridional na Punta di Goro (foz do Po), com um comprimento de aproximadamente 210 km e uma largura (do Lago de Garda à foz do Tagliamento) de cerca 195 km

Morfologicamente é a região “mais completa” da Itália, pois compreende aspectos físicos muito variados:

· uma faixa alpina de alta montanha (os Alpes Dolomíticos);
· uma faixa de montanhas de médias altitude (os Prealpes Vênetos);
· algumas amplas zonas colinares (incluindo os famosos Montes (“Colli”) Eugâneos, Béricos, Asolanos e o Montello);
· uma ampla planície percorrida por numerosos rios (o Ádige, o Brenta, o Piave, o Sile, o Livenza, etc.);
· a margem oriental de maior lago da Itália, o Lago de Garda;
· mais de 150 km de praias, ao longo do Mar Adriático.

No conjunto, pode-se falar de 56,4% de planície, 29,3% de montanha e 14,3% de zonas de caráter colinar.


O Veneto produz 03 vinhos DOCG e 25 DOC. Os vinhos mais famosos da Região são: Recioto di Soave, o Prosecco e o Amarone della Valpolicella.
Abraços e Vinhos,
Simone Ferreira
LCB